O veganismo nem sempre é o melhor para o ambiente

É possível que haja situações, de pequena expressão a nível global, em que comer animais seja ambientalmente mais sustentável. Por exemplo, pode não haver condições adequadas ao cultivo de cereais e produtos hortícolas em determinados locais, mas haver condições para manutenção de animais de pasto. Isto não quer dizer que a coisa moralmente correta a fazer nessas condições seja comer animais. A coisa moralmente correta a fazer continua a ser não causar sofrimento desnecessário aos animais, ainda que isso implique despender mais alguns recursos.

O veganismo e a defesa do ambiente são coisas completamente distintas, ainda que sejam vulgarmente misturadas. O veganismo consiste em defender os direitos dos animais, independentemente de questões ambientais. O ambiente não tem direitos, apenas os humanos e os animais têm direitos, como seres sencientes que são. Certamente que devemos defender o ambiente, para bem de todos, mas não o podemos fazer à custa dos animais.

Mesmo que uma dieta vegana fosse ambientalmente pior que uma dieta omnívora, o veganismo continuava a ser a escolha eticamente correta. Na verdade, não existe atualmente nenhuma dúvida na comunidade científica de que o veganismo é, de longe, muito mais sustentável a nível global do que uma dieta baseada em alimentos de origem animal. Como tal, cada pessoa que adota o veganismo oferece um grande contributo para a sustentabilidade ambiental mundial.