Sobre
O meu despertar para os direitos dos animais começou com as notícias dos touros de morte de Barrancos. Por que motivo celebramos enquanto um touro é torturado e morto na arena? Como se justifica matar um animal apenas para nosso divertimento? E como se pode sequer retirar prazer deste sofrimento? É uma barbaridade indefensável, pensei. E protestei. Foi então que alguém teve teve a amabilidade de me falar no veganismo. Fingi não ligar, mas fiquei a pensar se o respeito que eu apregoava pelos animais era mesmo para levar a sério.
Se há violações tão gritantes da dignidade animal que poucos conseguem desculpar, no que toca à indústria pecuária, parecemos uma sociedade de zombies. Dizemos respeitar os animais enquanto compactuamos diariamente com uma indústria que oprime e mata milhões de animais, sem esboçarmos a mínima reação. A única desculpa que conseguimos oferecer é que comer animais é mais saboroso e conveniente que a alternativa. Mas como é possível retirar prazer deste desmesurado sofrimento? Se me indigno com a morte do touro para gáudio de alguns, onde está a indignação com a morte do porco para satisfazer o meu paladar?
Percebi que algo tinha de mudar. Não é sustentável defender simultaneamente duas ideias contraditórias: eu respeito os animais e eu como animais. Escolhe uma! Vais ficar mais descansado sendo fiel aos teus princípios. Não tenho a certeza de muitas coisas, mas tenho a certeza que, aqui, fiz a escolha certa.
Poucos dias depois de alguém ter tido a amabilidade de me falar sobre o veganismo, tornei-me vegano. Com este site, pretendo apenas retribuir o favor. Não há aqui nada para vender, apenas algumas ideias para partilhar, que, espero, te possam ajudar a acordar do entorpecimento em que a maioria de nós se encontra.
Obrigado pelo teu tempo e atenção,
Miguel Ângelo
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Sugestões e comentários são bem-vindos para hello@govegan.pt.